Nesta semana, não se fala em outra coisa além da decisão do Ilustríssimo senador Gilmar Mendes, que comparou os jornalistas a cozinheiros e que o curso de formação superior seria equivalente a curso técnico.
Sou publicitário e estudante de jornalismo, fico muito triste pela decisão de pessoas leigas no assunto, que apenas tem interesses próprios! É fundamental a exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista. Ser jornalista não é apenas repassar um informação, ser jornalista é ser formador de opinião, é ter responsabilidade com a comunidade e ter ética. A imprensa no Brasil, já com a obrigatóriedade do diploma era ruim, agora o que será? A veracidade das informações está sendo colocada em dúvida, qualquer um (letrado) pode dizer que é jornalista, mesmo sem conhecer as técnicas e práticas ensinadas na universidade e cobradas no mercado de trabalho. Aperecer na tv, escrever para um jornal, falar em rádio ou outros meios dos tantos que existem, serão prejudicados pela falta de competência dos pretendentes à vaga.
O mercado vai continuar a valorizar o profissional formado? Esta decisão afeta toda a sociedade. As empresas de comunicação terão a escolha de contrartar o profissional com formação por “R$ X” e o que se diz jornalista por “R$ 1/2X”. Esta decisão interessa apenas as empresas de comunicação que irão pagar menos para que um recém saido do ensino médio faça o serviço de um profissional.
Não pensem que o ensino melhorará nas faculdades, que os jornais, revistas, tv, e outros terão mais qualidade, muito pelo contrário. As faculdades irão piorar, os meios de comunicação perderão esta aproximação com o seu receptor. Se hoje já vemos erros ortográficos, que podem ser ou não justificáveis, amanhã veremos a redação de nossas férias escritas nos jornais. A profissão de publictário não é regulamentada, e o que aconteceu? Mensagens subliminares, manipulação do desejo de consumo, tudo isto precisou ser regulado por leis que prejudicaram a qualidade das propagandas, o que seria desnecessário se a profissão fosse regulamentada.
Os Ilustríssimos ministros estão caminhando para mais problemas, onde precisarão criar leis para impedir que certos erros e problemas que virão, como exemplo: problemas éticos. Os Ilustríssimos do poder, tentaram impedir o CQC, (programa de cunho humorístico, onde todos tem formação superior), de entrar no planalto. E agora todos poderão entrar? Ou a verdadeira intensão é impedir que entrem e mostrem-nos as safadezas feitas pelos poderosos?