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REST IN PEACE, KING OF POP!!!

Posted in Aqui, Ali e Lá on julho 3rd, 2009 by Srª. Rabugenta – 3 Comments

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Meu primeiro post não poderia deixar de ser sobre Michael Jackson, um pouco atrasado, eu sei, mas como é o assunto do momento decidi escrever sobre isso.

Nunca fui fã de carteirinha dele, até porque a minha geração (pessoas com menos de 25 anos) acompanhou apenas os escândalos da sua vida pessoal, um mega pop star de aparência cada vez mais bizarra e cheio de excentricidades com acusações de pedofilia,e não aquele Michael Jackson genial de Thriller, moonwalk e afins.

Quem acompanhou sua vida nos últimos anos, durante sua decadência profissional e pessoal, tem a imagem de uma pessoa no mínimo esquisita, com um rosto inspirado no Peter Pan, aquele menino que sonha em ser criança para sempre (não é por acaso o nariz arrebitado e as sobrancelhas arqueadas que Michael Jackson ostentava), uma criança que Michael não pôde ser quando a idade lhe cabia, por ter começado na carreira musical tão precocemente, e teve sua infância castrada por um pai carrasco que não permitiu que seu filho fosse uma criança quando deveria o ser.

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Quando cresceu, e conseguiu ter o mínimo de independência, ele se sentiu no direito de ser criança novamente, e acredito que todas as suas bizarrices e hábitos excêntricos nada mais eram do que carência, a carência de um homem que simplesmente queria resgatar a sua infância.

Também não acredito que ele fosse pedófilo. Nem homossexual. Nem heterossexual. Era um ser assexuado, apenas uma criança. Até mesmo as pessoas que o conheceram dizem que ele tinha uma bondade fora deste mundo, não tinha malícia, ou seja, era uma criança. Que apanhava para ser famoso.

Quando criou Neverland, a “terra do nunca”, ele tinha o hábito de levar crianças, muitas de origem humilde, para brincar em um imenso parque de diversões que ficava em suas dependências, uma forma dele recuperar a sua infância perdida, um sonho da sua vida. Mas esse sonho caiu por terra no momento em que um menino veio a  público dizendo ter sido abusado sexualmente por Michael. Eu simplesmente não acredito nisso. Que criança seria molestada e voltaria várias e várias vezes a este local? E que pai aceitaria um acordo milionário em troca do seu silêncio? No mínimo só ficaria satisfeito quando visse a pessoa que abusou de seu filho atrás das grades. E soube a pouco que este menino (agora já homem) disse no Twitter que na época foi obrigado pelo próprio pai a mentir. Para ficar 25 milhões mais ricos as custas de alguém que queria apenas dar um pouco de alegria a estas crianças.

Não quero com isso dizer que acho que todas as coisas que ele fazia eram certas, que aprovo seu comportamento errado e que ele serviu como um exemplo a ser seguido, mas se existe um culpado em tudo isso, esta pessoa se chama Joe Jackson, (que não por acaso ficou fora do testamento do seu filho) que no mínimo deveria dar ao seu filho, enquanto ainda criança, acompanhamento psicológico para se livrar dos traumas que um pai cruel causou, pois se Michael Jackson fez mal para alguém, foi para si próprio.

Para finalizar, quero dizer que vou me lembra dele como um artista indiscutivelmente talentoso e visionário, e uma pessoa extremamente generosa, que usou a sua fama também para coisas boas, como a campanha “USA for África”, que tinha o single “We Are The World” escrita por Michael e Lionel Richie, campanha esta que arrecadou cerca de 55 milhões de dólares para as vítimas da fome na África, e  também lembrar que ele doou milhões de dólares para instituições de caridade (inclusive em seu testamento ele doa 20% de sua fortuna á instituições de caridade). Isso mostra que muito se engana quem acha que ele se resumia a uma pessoa com aparência esquisita que colocava seu filho bebê para fora de uma sacada de hotel.

Abaixo dois clipes que foram , na minha humilde opinião, marcos na sua carreira. O primeiro, lógico, “Thriller”, que o fez vender mais de 100 milhões de cópias no mundo todo, um divisor de águas na história da música e que dispensa comentários, e o segundo, que particularmente é a minha música preferida, a que eu mais ouço nesses últimos dias, onde ele mostra a sua preocupação com a natureza e com a humanidade, “Heal the world”. Confesso que sempre me emociono com essa música.

Descanse em paz Michael, espero que agora você consiga ter a paz que buscou, mas que nunca pôde ter.

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